Abertura

A sessão de Abertura do Festival Brasileiro de Cinema Universitário apresenta alguns dos destaques da programação não-competitiva. Começamos com o curta “Phiro”, de Gregorio Graziosi, que estreou no IDFA - International Documentary Festival Amsterdam - o festival mais importante do mundo no gênero. Gregorio é graduado pela FAAP e teve seu curta anterior, “Saba”, premiado no FBCU.
A seguir apresentamos “Nocturne”, trabalho de meio de curso de ninguém menos que Lars Von Trier, na Escola Nacional de Cinema da Dinamarca. Realizado em1980, é um curta fascinante, e um olhar intrigante sobre o início de sua carreira. Ganhou o prêmio de melhor filme no Festival Internacional de Escolas de Cinema de Munique de 1981.
O filme seguinte é uma produção brasileira que competiu na 1ª edição do Festival: “Juvenília”, de Paulo Sacramento, produção da ECA-USP. O polêmico curta ganhou o Grande Prêmio dos Rencontres Internationales Henri Langlois em 1994, e por isso será reapresentado na Mostra dedicada ao nosso parceiro no França.br 2009. Cáspite! Encerrando a sessão, temos o longa-metragem “Teste de Elenco”, de Ian SBF e Osiris Larkin. Ian ganhou o prêmio de Construção Narrativa há dois anos com “O Lobinho Nunca Mente”, seu curta de formatura da UNESA. É um prazer para o Festival fazer a estréia mundial de seu primeiro longa.

Boa sessão e bom festival a todos!

Programação

Mostra Competitiva Nacional

O Festival Brasileiro de Cinema Universitário consagra-se, ano após ano, como um dos mais importantes fóruns de exibição, discussão e reflexão da produção audiovisual universitária nacional.

Nesta 14ª edição recebemos aproximadamente 350 inscrições e buscamos, durante o processo de seleção, ampliar nossos olhares e lançá-los na direção dos muitos horizontes originados nos cursos de cinema e audiovisual Brasil afora, que têm crescido em grandes proporções nos últimos tempos.

A Mostra Competitiva Nacional deste ano vem um pouco mais enxuta, e nela exibiremos 44 obras (sendo 13 estréias) ao longo de 6 programas, privilegiando nossa plateia com um recorte bastante rico, reflexo das mais diversas proposições artísticas, experimentais, técnicas, poéticas, clássicas, anárquicas, documentais e outras mais criadas pelos nossos jovens realizadores.

Esperamos que vocês embarquem nesta viagem de múltiplas narrativas fílmicas, e que ela lhes proporcione o mesmo encanto, prazer e curiosidade que nos envolveu, suscitando um grande leque de questões durante os nossos debates.

Lembramos ainda que vários títulos excelentes, que não puderam ser programados na Competitiva, somente poderão ser vistos nas sessões da Mostra Informativa. Eles serão apresentados por programas temáticos e os realizadores também poderão bater um papo com o público logo após a sessão.

Portanto, dispense os intermediários, descubra os curtas e seja você mesmo o jurado.

JURI


Jorge Luiz Cruz
é doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/Puc-SP. Professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Organizou o livro "Gilles Deleuze: sentidos e expressões" (Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006), escreve e apresenta o quadro radiofônico "No escurinho do cinema", na Rádio Manchete do Rio de Janeiro e realizou o curta-metragem "A quadrilha", em 35mm.

Sérgio Ricardo
é cineasta, artista visual, escritor e músico. Diretor de "Esse mundo é meu" (1963), "Juliana do amor perdido" (1968), "A noite do espantalho" (1973) e "Zelão" (2002). Compôs trilhas sonoras para cinema, teatro e TV, ganhando destaque o trabalho em "Deus e o diabo na terra do sol" (1964), de Glauber Rocha e "O lado certo da vida errada" (1996), de Otávio Bezerra. Teve passagem pelo Festival de Música Popular Brasileira, além de ter diversos discos e livros lançados, além de seu trabalho como pintor.

Rosangela Sodré
é formada em Cinema pela UFF, com pós-graduação em Comunicação e Imagem pela PUC-Rio. Atualmente trabalha como pesquisadora no CTAv (Centro Técnico Audiovisual da Secretaria do Audiovisual). Faz parte da equipe de curadoria do Araribóia Cine e do programa Curta Brasil na TV Brasil.

Carla Gama
é aluna de Cinema da Univercidade (5º período).

Natasha Hernandez
é aluna de Cinema e Audiovisual da UFF (4º período).

Salomão Santana
é aluno de Audiovisual da UNIFOR (3º período).

Programação

Mostra Competitiva Internacional

Volta ao Mundo em 36 Curtas

Ruandeses em Paris, zona rural argentina. Whoopie Goldberg é uma flor vermelha, bondes ligam Japão e Coréia. Vou embora da Nigéria, ou encontro colegas da época do colégio? Doméstica ou patroa, faxineiros imigrantes limpam o Reichstag. Sair da Polônia pra procurar o marido num porto francês, cuidar de acidentado para se curar de tragédia recente. As cegonhas podem confundir suas entregas e vidas são destroçadas em testes de valentia.

Histórias de uma menina-moça na Tailândia, de uma menina-abacaxi em Cuba. O que fazer se um vizinho morre no corredor do prédio, como se livrar de festas indesejadas. O incrível duelo dos musaranhos versus o relato comovente do ex-detento boliviano. Warkocz espera seu grande amor, Viola começa sua viagem. Frank enxerga como se num fotofilme e Elizabeth delira com o padre... Por que ela usa meias amarelas e não quer se casar? Ser criado de forma hippie não é garantia de futuro seguro!

O circo pode mudar sua vida, já a vida de outros é incompreendida e negligenciada. Voltamos à diáspora negra parisiense, antes de fazer um road-trip pela América. Fábula familiar peculiar, casal se isola numa floresta polonesa. Experimentação kieslowskiana, registro fotográfico no trem indo pra Mumbai. Agora experimentamos no interior paraguaio, mas logo sentimos saudades do nosso antigo automóvel iugoslavo. Um perigoso e desastrado amante da natureza e as desventuras do solteirão ao sair pra comprar leite.

Quem se habilita à nossa volta ao mundo?


Around the World in 36 Shorts

Rwandans in Paris, Argentinian countryside. Whoopie Goldberg’s a red flower, streetcars connect Japan & Korea. Am I leaving Nigeria, or meeting former classmates from school? Maid or master, immigrant workers clean the Reichstag. Leave Poland to look for your husband in a French port, take care of a wounded person to cure recent tragedies. The storks can mishandle their deliveries and lives are shattered in bravery tests.

Stories of a ladygirl in Thailand, of a ladypineapple in Cuba. What to do if a neighbor dies in the hallway of the building, how to get rid of undesired parties. The amazing duel of the water shrews versus the touching story of the Bolivian ex-con. Warkocz awaits his Great Love, Viola begins her trip. Frank sees as if in a photofilm and Elizabeth is delirious with the priest... Why does she wear yellow stockings and doesn’t want to get married? Being raised the hippie way does not a guarantee a safe future!

The circus can change your life, as lives of others are misunderstood and overlooked. We’re back to the Parisian African Diaspora, before going on an American road-trip. Peculiar family fable, couple isolate themselves in a Polish forest. Kieslowskian experimentation, photographic register on the train to Mumbai. Now we experiment in the interior of Paraguay, but soon miss our old Yugoslavian automobile. A dangerous and disastrous nature lover and the adventures of the bachelor when he goes out to buy milk.

Who’s up for our Tour du Monde?

júri


Mogens Rukov
é roteirista e professor de roteiro, considerado um dos pais espirituais do “Dogma 95”. Diretor do Curso de Roteiro da Escola Nacional de Cinema da Dinamarca desde 1988, também foi consultor de roteiro para os primeiros filmes de alguns dos realizadores mais proeminentes do novo cinema Dinamarquês, como Lars Von Trier e Søren Kragh-Jacobsen. Ele também colaborou no roteiro de diversos filmes, incluindo “Festa de Família” e “O Dogma do Amor”, ambos de Thomas Vinterberg.

is a scriptwriter and senior scriptwriting lecturer, considered to be one of the spiritual fathers of “Dogma 95”. Head of the scriptwriting program at Den Danske Filmskole since 1988, he has also acted as script advisor for the first films of some of the most prominent filmmakers of the new Danish cinema, including Lars Von Trier and Søren Kragh-Jacobsen. He has also collaborated in the writing of screenplays for several films, including Thomas Vinterberg’s “Festen” and “It’s all About Love”.

Luc Engélibert
Após estudar Pedagogia, juntamente com um trabalho voluntário de animador de cineclube, Luc Engélibert assume a animação e a programação de uma primeira sala de cinema de arte. Ele exerce ainda hoje este trabalho fascinante de “mostrador de imagens”, enquanto diretor de exibição da companhia Espace Cinéma, com quatro complexos cinematográficos de arte, na periferia parisiense. Ocupa durante dois anos o cargo de Encarregado Nacional dos Cinemas de Arte (80 cinemas) na Associação Francesa dos Cinemas de Arte e em seguida torna-se administrador do Festival Internacional de Filmes de Mulheres de Créteil. Desde 2003, é o diretor artístico dos Encontros Henri Langlois, Festival Internacional de Escolas de Cinema de Poitiers, e prossegue assim com seu trabalho de descobridor de jovens talentos, oferecendo aos novos diretores o olhar crítico de um primeiro público.

After studying Pedagogy, along with a voluntary work as a filmclub presenter, Luc Engélibert is commissioned to the presentation and programming of a first art house screening room. He exerts until today this fascinating work of “runner of images”, as exhibition director of Espace Cinéma company, with four art house theaters complexes, in the Parisian suburbs. For two years he was the National Delegate for the Art Movie Theaters (80 theaters) of the French Art Movie Theaters Association, and after that became the administrator o the Créteil International Women’s Film Festival. Since 2003 he is the artistic director of the Henri Langlois Encounters, the Poitiers International Film Schools Festival, and thus continues his work of discovering young talents, offering the new filmmakers the critical glance of a first audience.

Philipp Hartmann
nasceu em Karlsruhe, na Alemanha, em 1972. É realizador independente desde 2000, às vezes pelo pseudônimo F. K. Flumen. É Mestre em Ciências Latinoamericanas pela Universidade de Colônia e Universidade Federal do Ceará; Doutor em Economia pela Universidade de Colônia e Fundação Getúlio Vargas; e Mestre em Comunicação Visual (Cinema) pela Escola de Belas Artes de Hamburgo (HfbK), onde foi aluno de Gerd Roscher e Wim Wenders. Realizou diversos curtas e médias-metragens, exibidos em inúmeros festivais internacionais e na TV, parte deles com financiamento público e privado. Atualmente trabalha em dois longas-metragens financiados publicamente pelo Filmförderung Hamburg and Documentary Campus. É curador do Festival “Karlsruher Kurzfilmnacht” desde 2004.

was born 1972 in Karlsruhe, Germany. Works as an independent filmmaker since 2000, also as F. K. Flumen. Master in Latin American Sciences at University of Cologne and Universidade Federal do Ceará in Fortaleza, Brazil; Ph.D. in Economics at University of Cologne and Fundação Getúlio Vargas in Rio de Janeiro; and Master in Visual Communication (Film) at Hamburg Fine Arts School (HfbK Hamburg) with the professors Gerd Roscher, Wim Wenders. Directed several short and medium length films screened in numerous international festivals and in TV, part of them with public and private funding. Is currently working on two feature-length films funded by public Filmförderung Hamburg and Documentary Campus. Curator of the “Karlsruher Kurzfilmnacht”-Filmfestival since 2004.

Programação

Mostra Informativa

Mostra Informativa

Programação

Sessões Especiais

Sessões Especiais

Programação

Oficinas e Debates

Oficinas e Debates

Programação

Encerramento

Pelo oitavo ano consecutivo apresentamos mais um filme fruto do Projeto Sal Grosso. O trabalho premiado pela Oficina de Roteiros ministrada durante a 13ª edição do festival saiu da UFSCar. Raul Maciel, o autor de água viva, conforme a dinâmica do Projeto se encarregou da direção, enquanto as demais funções técnicas foram distribuídas pelas escolas que possuíam os melhores trabalhos no festival. Conforme escolheu o júri da Mostra Competitiva, a ECA/USP ficou responsável pela fotografia; a UFF pela captação do som direto; a FAAP pela direção de arte; a FAP pela montagem; e a PUC-Rio pela edição de som.
É imprescindível destacarmos o apoio de novos e antigos parceiros, sem o qual o Projeto Sal Grosso não poderia se realizar. Além deles, também o importante papel exercido pelas Universidades, que não só indicam e enviam seus alunos por seus próprios critérios, como também contribuem além de suas áreas de atuação.
A equipe de água viva esteve envolvida com as filmagens do roteiro em abril deste ano, na pequena cidade de Miguel Pereira – RJ. A oportunidade do trabalho em equipe realizado por alunos de diversas partes do país e que até então mal se conheciam, permitiu uma rica troca de experiências entre todos. O resultado deste trabalho comum em prol de um filme poderá ser conferido na última noite do festival.

Programação