CCBB | UFF | EQUIPE | PRÊMIOS | PREMIADOS 2003

Cinema se aprende na escola. Em 1994, um grupo de estudantes dos então únicos cursos de cinema existentes no Brasil – UFF, ECA/USP e FAAP – se uniu para realizar o curta Bem-vindo a Sal Grosso. Um ano depois, o filme abria o primeiro Festival Brasileiro de Cinema Universitário. Era o começo de uma bem-sucedida história. O Banco do Brasil tem o orgulho de apresentar o IX FESTIVAL BRASILEIRO DE CINEMA UNIVERSITÁRIO, que acontece de 25 de maio a 6 de junho com sessões no Centro Cultural Banco do Brasil e na Universidade Federal Fluminense (UFF).

A programação inclui oficinas, debates e, para mostrar que cinema realmente se aprende na escola, a exibição de cerca de 320 filmes e vídeos concebidos no campus. As sessões serão divididas em mostras competitivas, como as de curtas e vídeos de universitários brasileiros ou a de curtas de escolas de cinema estrangeiras. Entre os 100 convidados nacionais e estrangeiros há profissionais de cinema, professores e estudantes.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Festival, repetindo a iniciativa dos realizadores do pioneiro Bem-vindo a Sal Grosso, vai produzir um curta, escolhido entre roteiros enviados por universitários de todo o país. Na nona edição, o Festival celebra, com a quantidade e a qualidade de sua programação, a importância da produção universitária para o atual bom momento da indústria audiovisual brasileira. Para o público em geral, o Centro Cultural Banco do Brasil oferece a oportunidade de conferir no nascedouro o futuro do cinema nacional.

Centro Cultural Banco do Brasil


Um Festival da Juventude

O Festival do cinema universitário é um festival da juventude. Nele estão presentes os jovens cineastas com sonhos de uma viagem futura pelo mundo da produção cinematográfica e do audiovisual, as expressões de estilo, a coragem de “escrever” imagens experimentais, rumo a uma inserção no mercado de trabalho desta arte tão fascinante.

Aqui, a parceria com o novo, com o que se pode dizer de forma nova em imagens, se faz presente. Como também os primeiros tropeços. Isso porque há liberdade de expressão, e quanto maior é a liberdade de expressão, maior a chance de transparência, maior possibilidade de ver o Outro. Fenômeno essencial para a evolução das idéias.

A Universidade Federal Fluminense sente-se orgulhosa de promover a 9ª edição do festival. Onde mais uma vez testemunhamos o seu crescimento, tanto na difusão como na dimensão da importância que tem, despertando na mídia a sua influência, cada vez maior no cinema comercial, no tratamento da linguagem cinematográfica.

As parcerias com o CCBB, a Kodak e a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura contribuem e são também testemunhas deste progresso e crescimento do Festival Universitário.

Por isso e muito mais, saudamos o público presente, a todos alunos das demais escolas amantes do cinema e os realizadores universitários que, com suas obras, são a razão e a possibilidade da existência deste festival. Fato que podemos comprovar por um instante, durante o tempo de exibição, naquele momento mágico quando a luz do projetor atravessa as imagens do filme e as leva até a tela e nos envolve com um espaço de criação nos transmitindo um discurso sobre a realidade ou sobre sonhos e fantasias.

Antônio do Nascimento Moreno
Chefe do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF 2004


A Incrível História do 9º Festival Brasileiro de Cinema Universitário Contra o Dragão de Roliúdi

Fazendo referência a um de nossos grandes mestres do Cinema Novo e a uma das mais criativas formas de arte popular brasileiras, chegamos à nossa 9ª edição com esse inocente e doce protesto contra o imperialismo. Comemoramos dessa forma a longevidade de um Festival idealizado por alunos universitários, que há poucos anos sonhava em derrubar esse malvado dragão e mostrar suas modestas lagartixas, produzidas com tanto sacrifício. Nesta nona empreitada, só temos o que comemorar, pois as modestas lagartixas sobreviveram a muitas intempéries, apesar da enorme força desse dragão. Pelo quarto ano consecutivo, estamos sendo abrigados pelo CCBB, que disponibiliza seu espaço para que esses doces bichinhos, cada vez em maior quantidade, se mostrem e pela UFF, a progenitora do festival, que também acolhe uma de suas principais mostras.

Primeira mostra do Festival, a Competitiva de Curtas continua com seu principal intuito de exibir toda a produção universitária finalizada em 35mm e 16mm, mantendo sua qualidade de espaço garantido de exibição e incentivo à conclusão dos filmes realizados por universitários de todo país. Produção muitas vezes menosprezada pelos outros eventos do gênero, aqui encontra seu grande palco: é a grande estrela do nosso horário nobre, sempre seguida dos tradicionais e calorosos debates entre os realizadores, público e nossos jurados-debatedores.

A Mostra Competitiva Internacional, testada e aprovada ano passado, volta prestigiada e ampliada. Exibindo produções oriundas de 24 países, tornou-se uma importante difusora do Festival no exterior, onde começamos a conquistar reconhecimento. O intercâmbio propiciado ajuda a situar o nível da produção nacional em relação aos seus pares estrangeiros.

A maior parte da nossa produção audiovisual universitária é composta por trabalhos rodados e finalizados em vídeo, algo que a “revolução digital” ampliou e democratizou, até porque as escolas de cinema são poucas e restritivas, para um país da nossa dimensão. Sensíveis a isso, exibimos desde os primórdios uma portentosa Mostra Informativa de Vídeos, que esse ano exibe mais de 130 trabalhos. Como seria impossível avaliar tamanha mostra, decidimos, há três edições, fazer seleção do material e promover também uma Competitiva de Vídeos. Esta competitiva segue o mesmo formato da Competitiva de Curtas, convidando-se os realizadores e instaurando não menos calorosos debates após as sessões. Não foi surpresa o sucesso da empreitada.

Como homenageado desse ano, resolvemos valorizar a prata da casa, com nosso mestre Professor João Luiz Vieira. Com bate-papos após os longas- metragens que ele considera indispensáveis para a boa formação do estudante de cinema, pretendemos propiciar aos interessados a chance de desfrutar da sua eloqüência e paixão pela Sétima Arte.

Este ano, continuamos com as sessões especiais de praxe – Ex-alunos, Extra-curricular, Infantil, Mil Lances – além de promover quatro pré-estréias de longas realizados por personagens ligados à nossa história. Outro destaque será a exibição de trabalhos realizados no âmbito de oficinas audiovisuais – tudo a ver com a principal característica do Festival: o elo entre educação e cultura.

Debates, oficinas e encontros: eventos paralelos indispensáveis promovendo discussões sobre educação audiovisual, aperfeiçoamento técnico e seus desdobramentos, além de uma inédita parceria com a Fundação Getúlio Vargas com uma oficina de produção executiva. Não podemos esquecer do Encontro Internacional de Estudantes de Cinema e Vídeo, indo pro seu 4º ano e já tradicional no dia de encerramento.

Por fim, a sessão de premiação exibindo o mais novo rebento do principal projeto de intercâmbio/integração entre as escolas de cinema brasileiras: o estimado Sal Grosso. Temos certeza que “Concerto Número Três” agradará em cheio todos que apoiaram esta mirabolante pretensão de reunir numa só equipe alunos de todos os cursos de cinema nacionais, trabalhando juntos na mesma produção. Agradecemos antecipadamente os que ajudaram nessa árdua empreitada.

Que todos se divirtam e aproveitem o Festival tanto quanto a gente!

A Equipe


Destaques das Mostras Competitivas

O júri oficial, composto por técnicos, estudantes e profissionais da área de cinema, poderá escolher, dentre as obras participantes das Mostras Competitivas do Festival, aquelas que se destacarem em:

CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA
CONTRIBUIÇÃO TÉCNICA
EXPRESSÃO POÉTICA
EXPRESSÃO CULTURAL
PESQUISA DE LINGUAGEM
RETRATO DA REALIDADE NACIONAL

Além disso, os filmes das competitivas concorrem ainda ao:

DESTAQUE PELA VOTAÇÃO DO PÚBLICO

O júri oficial da Mostra Competitiva de Curtas apontará ainda as Escolas, com suas respectivas funções técnicas, que participarão do:

PROJETO SAL GROSSO IV


Premiados 2003

Mostra Competitiva de Curtas

Júri Oficial: Beth Sá Freire, organizadora do Festival Internacional de Curtas de São Paulo; Ivana Bentes, pesquisadora, teórica e crítica de cinema; Severino Dada, montador e editor de som; André Queiroz, aluno da ECA/ USP; Eduardo Martins, aluno da UNESA; Henrique Rossi, aluno da UFF; Nina Bellotto aluna da FAAP.

Destaque em Contribuição Artística

NA IDADE DA IMAGEM OU PROJEÇÃO NAS CAVERNAS de Bruno Safadi (UFF)

Destaque em Contribuição Técnica

TABACO de Henrique Rodriguez (FAAP)

Destaque em Expressão Cultural

OS FIÉIS de Danilo Solferini (FAAP)

Destaque em Expressão Poética

ESTÓRIA ALEGRE de Claudia Pucci (ECA/ USP)

Destaque em Pesquisa de Linguagem

DÁ-DOS de Pedro Palhares Fernandes (FAAP)

Destaque de Retrato da Realidade Nacional

INCISO XXI de Eduardo Barioni (FAAP)

Destaque pela Votação do Público

OS FIÉIS de Danilo Solferini (FAAP)

Menção Honrosa

CANDEIAS: DA BOCA PRA FORA de Celso Gonçalves (FAAP)

CONRAD de Luciano Maciel (FAAP)

Prêmio ABD&C-RJ

Júri ABD&C-RJ: Gustavo Acioli, Moema Muller, Tetê Mattos.

OS FIÉIS de Danilo Solferini (FAAP)

Projeto SAL GROSSO III

Roteiro e Direção: CONCERTO No 3 de Marco Dutra, ECA/ USP

Direção de Fotografia: FAAP

Som: UNESA

Montagem: UFF

Direção de Arte: UnB

Mostra Competitiva de Vídeos

Júri Oficial: Bruno Vianna, cineasta; Cláudio Assis, cineasta; Virgínia Flores, montadora e editora de som; Maria Cláudia Reis Monteiro dos Santos, aluna da UFSCar; Ricardo Rama Mathias dos Santos, aluno da Universidade Gama Filho; César Fernando de Oliveira, aluno da Faculdade de Tecnologia e Ciência; Maurício Neves Cordeiro da Silva, aluno da UnB.

Destaque em Contribuição Artística

NAS ESTRELAS de Daniela Vitorino (UNESA)

Destaque em Contribuição Técnica

SÓ de Conrado Almada (PUC-MG)

Destaque em Expressão Cultural

ROLEIROS de Guilherme Bacalhao (UnB)

Destaque em Expressão Poética

U OLHU DU POVU de Daniel Campanha Lisboa (Faculdade de Tecnologia e Ciência)

Destaque em Pesquisa de Linguagem

TEMPORAL de Maria Continentino (UFRJ)

Destaque em Retrato Humano

VULGO SACOPÃ de Pedro Urano e André Reyes Novaes (UFF)

Destaque de Retrato da Realidade Nacional

ENFRENTANDO 4 PAREDES de Josimar Luis, Fábio Rocha e Terêncio Lins (Universidade Católica de Pernambuco)

Destaque pela Votação do Público

ROLEIROS de Guilherme Bacalhao (UnB)

Prêmio ABD&C-RJ

Júri ABD&C-RJ: Clementino Junior, Frederico Cardoso, Marcelo Marão.

ROLEIROS de Guilherme Bacalhao (UnB)

TEMPORAL de Maria Continentino (UFRJ)

VULGO SACOPÃ de Pedro Urano e André Reyes Novaes (UFF)

Mostra Competitiva Internacional

Júri Oficial: Emil Knebel, professor da Universidade de Tel Aviv; João Luiz Vieira, professor da UFF; Luis Alberto Facelli, professor da Universidad del Cine.

Destaque em Contribuição Artística

TAG 26 (DIA 26) de Andreas Samland (Deutsche Film-und Fernsehakademie Berlin)

Destaque em Contribuição Técnica

THE WATER FIGHT (A GUERRA D´ÁGUA) de Norah Mc Gettigan (Panstwowa Wyzsza Szkola Filmowa)

Destaque em Expressão Cultural

DAS PASSPHOTO (A FOTO DE PASSAPORTE) de Christina Zulauf (Ecole Cantonale d’Art de Lausanne)

Destaque em Expressão Poética

SPOLU (JUNTOS) de Karel Brezina (Private Film College Písek)

Destaque em Pesquisa de Linguagem

ICE-CREAM HANDS (MÃOS DE SORVETE) de Gavin Youngs (Victorian College of the Arts)

Destaque de Retrato da Realidade Nacional

NGAY GIO (O ANIVERSÁRIO) de Ham Tran (University of California, Los Angeles)

Menção Honrosa

PRASAVCI (PRÉ-MAMÍFEROS) de Michal Zabka (Akademie Múzických Umeni, Filmová a Televizni Fakulta)

Mostra Infantil

Júri Oficial – As crianças: Ana Henriques, Daniel Saeta, Ian Brandt, Janaína Martins, Júlia Decerega, Pedro Diaz, Rodrigo Leite Távora.

1o lugar

ROCK & ALFREDO EM: REI ROCK de Eduardo Perdido

2o lugar

TRAMP L'OEIL de Ingo Panke

3o lugar

UMA CASA MUITO ENGRAÇADA de Toshie Nishio

Destaque pela Votação do Público Infantil

1o lugar

UMA CASA MUITO ENGRAÇADA de Toshie Nishio

2o lugar

ROCK & ALFREDO EM: INSANOS de Eduardo Perdido

3o lugar

BZZZ de Felix Gönnert